Incubação artificial de ovos e translocação de filhotes


Esta atividade consiste num manejo experimental e em pequena escala de ninhos com histórico de predação de ovos e filhotes ao longo dos anos. Em alguns ninhos com predação repetidas, dos ovos, ou ninhos com 3 ovos (as chances de sobrevivência dos três filhotes são mínimas), um ovo é retirado e levado para o laboratório na base, onde é incubado com a utilização de uma incubadora artificial (IP 120 E/Premium ecológica Ltda.). No lugar do ovo retirado do ninho é colocado um ovo pequeno de galinha (tipo D), para que as araras continuem a incubação e não abandonem o ninho.

Após o nascimento do filhote ele é alimentado com ração específica para filhotes de psitacídeos. Quando está um pouco maior (cerca de 5-7 dias), ele é devolvido para o mesmo ninho ou translocado para outro ninho com filhote de idade semelhante. Em outros casos, em que ocorre uma diferença superior a cinco dias entre a eclosão dos ovos e o filhote mais jovem tem poucas chances de sobrevivência ele também pode ser translocado para um ninho que tem um filhote com idade aproximada, onde os dois filhotes terão praticamente a mesma chance de sobreviver. Estas experiências são realizadas com aprovação do Comitê para Conservação e Manejo das Araras Azuis e podem servir de referência para outras espécies.
Grace e Luis, cuidando dos F de 
arara azul na incubadora para 
serem devolvidos aos ninhos.
Foto: Neiva Guedes

 

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