Neiva Guedes


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Bióloga da Conservação, mestre em Ciências Florestais pela ESALQ/USP, doutora em Zoologia pela UNESP/Botucatu, criadora e executora do Projeto Arara Azul, pesquisadora e Professora do Programa de Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Universidade Anhanguera-Uniderp. Presidente do Instituto Arara Azul.

Neiva Maria Robaldo Guedes, nasceu em Ponta Porã, no Estado de Mato Grosso do Sul, em dez de janeiro de 1962. Graduou-se em Ciências biológicas pela UFMS em 1987.


Assim que terminou a graduação, foi bolsista do CNPq (Aperfeiçoamento Científico 87-89), trabalhando na EMBRAPA Gado de Corte, em Campo Grande, sob a coordenação da Dra. Cacilda Borges do Valle, onde se iniciou na pesquisa científica. Em maio de 1989 começou a trabalhar no Departamento de Educação Ambiental Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul onde ajudou a proferir vários cursos para professores de I e II Graus e orientou crianças e alunos em seus primeiros contactos com a natureza, guiando-os nas trilhas da Reserva Ecológica do Parque dos Poderes.

Em novembro de 1989, Neiva Guedes viu um bando de araras azuis Anodorhynchus hyacinthinus no Pantanal durante a prática de campo do curso de Conservação da Natureza, para técnicos do IBAMA, EMBRAPA e SEMA-MS. Neiva achou a cena linda (cerca de 30 araras-azuis pousadas num galho seco) e quando soube que a ave estava ameaçada de extinção e que estava desaparecendo rapidamente, decidiu fazer algo para que isso não acontecesse e pensou que outras pessoas deveriam conhecer as araras azuis em seu hábitat natural. O fato se transformou em um marco em sua vida: a luta pela conservação da arara azul, dando início ao Projeto Arara Azul. Desde então ela dedica sua vida para a conservação desta ave no Pantanal brasileiro.

Em 1991 ingressou no curso de Mestrado em Ciências Florestais da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” – ESALQ/USP, sendo agraciada com uma bolsa da CAPES. Sob a orientação do Prof Dr. Álvaro F. Almeida, desenvolveu o trabalho “Biologia Reprodutiva da Arara-azul Anodorhynchus hyacinthinus no Pantanal – MS”.  No campo, contou com a colaboração do biólogo norte-americano, Dr. Lee Harper. A pesquisa foi realizada no Pantanal da Nhecolândia, utilizando a estrutura da Fazenda Nhumirim, CPAP/Embrapa e contou com recursos do WWF e veículo da Toyota do Brasil (para conseguir o veículo, virou piloto de teste da fábrica). O trabalho despertou o interesse da comunidade científica e em 1991 Neiva apresentou os primeiros resultados sobre a biologia reprodutiva da arara azul no I Congresso Brasileiro de Ornitologia, em Belém-PA e na Reunião de Ornitólogos Americanos, em Montreal no Canadá.

Em Outubro de 1993 Neiva Guedes concluiu o mestrado, com reconhecimento pela qualidade técnica, inovação e relevância da pesquisa. Continuou o Projeto sem nenhum vínculo institucional e em março de 1994 ingressou no CESUP atualmente UNIDERP. Na Universidade, Neiva recebeu todo apoio dos dirigentes da instituição e prosseguiu na luta pela conservação da arara azul.

Em 1998 com a base no R. E. Caiman pode contratar um assistente de pesquisa para ficar em tempo integral no campo. Até então, Neiva pegava o jipe Toyota viajava por 20 a 30 dias pelo Pantanal, transportando equipamentos, comida e no máximo, mais um assistente. Na época contava com a ajuda dos familiares, amigos, voluntários e estagiários. Apesar de dezenas pessoas terem colaborado nas atividades de campo, Neiva era a única pessoa a conhecer todos os ninhos cadastrados. Além da pesquisa era piloto de teste, motorista, mecânica, alpinista, relações públicas a quem competia fazer captação e administrava  o Projeto.

Neiva estudou a vida das araras azuis em vida livre e passou a manejar o ambiente, testando e produzindo ninhos artificiais, manejando ovos e filhotes, e acima de tudo, envolvendo a população e divulgando a importância de se manter as araras-azuis livres e voando na natureza. Assim, aves que nas últimas décadas estavam ficando raras, tornaram-se comuns e abundantes em várias regiões do Pantanal e Estado de Mato Grosso do Sul. Fato este, não só constatado pelos dados coletados pela pesquisadora, mas também por outros cientistas e moradores locais. Nos últimos 17 anos o projeto se tornou um exemplo de conservação, servindo de referência para outros Psitacídeos no Brasil e no mundo.

Neiva Guedes possui várias produções bibliográficas, com artigos publicados em periódicos científicos, publicações em eventos e Congressos, capítulos de livros e dezenas de palestras proferidas no Brasil e exterior. Neiva treinou mais de uma centena de acadêmicos (nacionais e estrangeiros) em suas técnicas desenvolvidas para o Projeto e contribuiu para a elaboração de material didático.

Por sua atuação na conservação da biodiversidade brasileira Neiva recebeu alguns prêmios, entre eles podemos destacar: Prêmio Pieter Oyens, Prêmio Natureza e Sociedade em reconhecimento a qualidade técnica, de inovação e relevância por sua dissertação que foi considerada um dos cinco melhores trabalhos de pós-graduação; Prêmio Super Ecologia 2002; Prêmio FINEP de Inovação Tecnológica 2002; Comenda Grão Mestre da Order of the Golden Ark, do Príncipe Berhnard da Holanda em 2004; Troféu Eco-cidadão 2004; Prêmio Ambiental Von Martius 2004; Prêmio Ecologia e Ambientalismo, 2005; Menção Honrosa no Prêmio Arara azul da UNIDERP, 2005.

Neiva Guedes é casada com Joaselei Lemos Cardoso, pintor de natureza que também apóia e contribui para o Projeto. Ambos têm uma filha chamada Sophia. 

Neiva Guedes com um jovem espécie de arara azul, seu esposo Joacilei e sua filha 
Sophia
, janeiro 2003.
Foto: Luis Cláudio Marigo

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