Neiva Guedes

 

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Rua Klaus Sthurk, 178 – Jardim Mansur
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E.mail: projetoararaazul@gmail.com
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Bióloga da Conservação, mestre em Ciências Florestais pela ESALQ/USP, doutora em Zoologia pela UNESP/Botucatu, criadora e executora do Projeto Arara Azul, pesquisadora e Professora do Programa de Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Universidade Anhanguera-Uniderp. Presidente do Instituto Arara Azul.

Neiva Maria Robaldo Guedes, nasceu em Ponta Porã, no Estado de Mato Grosso do Sul, em dez de janeiro de 1962. Graduou-se em Ciências biológicas pela UFMS em 1987.


Assim que terminou a graduação, foi bolsista do CNPq (Aperfeiçoamento Científico 87-89), trabalhando na EMBRAPA Gado de Corte, em Campo Grande, sob a coordenação da Dra. Cacilda Borges do Valle, onde se iniciou na pesquisa científica. Em maio de 1989 começou a trabalhar no Departamento de Educação Ambiental Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul onde ajudou a proferir vários cursos para professores de I e II Graus e orientou crianças e alunos em seus primeiros contactos com a natureza, guiando-os nas trilhas da Reserva Ecológica do Parque dos Poderes.

Em novembro de 1989, Neiva Guedes viu um bando de araras azuis Anodorhynchus hyacinthinus no Pantanal durante a prática de campo do curso de Conservação da Natureza, para técnicos do IBAMA, EMBRAPA e SEMA-MS. Neiva achou a cena linda (cerca de 30 araras-azuis pousadas num galho seco) e quando soube que a ave estava ameaçada de extinção e que estava desaparecendo rapidamente, decidiu fazer algo para que isso não acontecesse e pensou que outras pessoas deveriam conhecer as araras azuis em seu hábitat natural. O fato se transformou em um marco em sua vida: a luta pela conservação da arara azul, dando início ao Projeto Arara Azul. Desde então ela dedica sua vida para a conservação desta ave no Pantanal brasileiro.

Em 1991 ingressou no curso de Mestrado em Ciências Florestais da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” – ESALQ/USP, sendo agraciada com uma bolsa da CAPES. Sob a orientação do Prof Dr. Álvaro F. Almeida, desenvolveu o trabalho “Biologia Reprodutiva da Arara-azul Anodorhynchus hyacinthinus no Pantanal – MS”.  No campo, contou com a colaboração do biólogo norte-americano, Dr. Lee Harper. A pesquisa foi realizada no Pantanal da Nhecolândia, utilizando a estrutura da Fazenda Nhumirim, CPAP/Embrapa e contou com recursos do WWF e veículo da Toyota do Brasil (para conseguir o veículo, virou piloto de teste da fábrica). O trabalho despertou o interesse da comunidade científica e em 1991 Neiva apresentou os primeiros resultados sobre a biologia reprodutiva da arara azul no I Congresso Brasileiro de Ornitologia, em Belém-PA e na Reunião de Ornitólogos Americanos, em Montreal no Canadá.

Em Outubro de 1993 Neiva Guedes concluiu o mestrado, com reconhecimento pela qualidade técnica, inovação e relevância da pesquisa. Continuou o Projeto sem nenhum vínculo institucional e em março de 1994 ingressou no CESUP atualmente UNIDERP. Na Universidade, Neiva recebeu todo apoio dos dirigentes da instituição e prosseguiu na luta pela conservação da arara azul.

Em 1998 com a base no R. E. Caiman pode contratar um assistente de pesquisa para ficar em tempo integral no campo. Até então, Neiva pegava o jipe Toyota viajava por 20 a 30 dias pelo Pantanal, transportando equipamentos, comida e no máximo, mais um assistente. Na época contava com a ajuda dos familiares, amigos, voluntários e estagiários. Apesar de dezenas pessoas terem colaborado nas atividades de campo, Neiva era a única pessoa a conhecer todos os ninhos cadastrados. Além da pesquisa era piloto de teste, motorista, mecânica, alpinista, relações públicas a quem competia fazer captação e administrava  o Projeto.

Neiva estudou a vida das araras azuis em vida livre e passou a manejar o ambiente, testando e produzindo ninhos artificiais, manejando ovos e filhotes, e acima de tudo, envolvendo a população e divulgando a importância de se manter as araras-azuis livres e voando na natureza. Assim, aves que nas últimas décadas estavam ficando raras, tornaram-se comuns e abundantes em várias regiões do Pantanal e Estado de Mato Grosso do Sul. Fato este, não só constatado pelos dados coletados pela pesquisadora, mas também por outros cientistas e moradores locais. Nos últimos 17 anos o projeto se tornou um exemplo de conservação, servindo de referência para outros Psitacídeos no Brasil e no mundo.

Neiva Guedes possui várias produções bibliográficas, com artigos publicados em periódicos científicos, publicações em eventos e Congressos, capítulos de livros e dezenas de palestras proferidas no Brasil e exterior. Neiva treinou mais de uma centena de acadêmicos (nacionais e estrangeiros) em suas técnicas desenvolvidas para o Projeto e contribuiu para a elaboração de material didático.

Por sua atuação na conservação da biodiversidade brasileira Neiva recebeu alguns prêmios, entre eles podemos destacar: Prêmio Pieter Oyens, Prêmio Natureza e Sociedade em reconhecimento a qualidade técnica, de inovação e relevância por sua dissertação que foi considerada um dos cinco melhores trabalhos de pós-graduação; Prêmio Super Ecologia 2002; Prêmio FINEP de Inovação Tecnológica 2002; Comenda Grão Mestre da Order of the Golden Ark, do Príncipe Berhnard da Holanda em 2004; Troféu Eco-cidadão 2004; Prêmio Ambiental Von Martius 2004; Prêmio Ecologia e Ambientalismo, 2005; Menção Honrosa no Prêmio Arara azul da UNIDERP, 2005.

Neiva Guedes foi casada com Joaselei Lemos Cardoso, com quem tem uma filha chamada Sophia.

 
Neiva Guedes com sua filha Sophia Guedes em Abril/11 (acima) e Novembro/13 (abaixo). Fotos do arquivo do Projeto Arara Azul

 

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