Arara-azul-de-lear

Nome popular:
Arara-azul-de-lear
Nome científico: Anodorhynchus leari
Comprimento: 71 a 75 cm.
Peso: 940 g.

Coloração
: possui coloração semelhante a A. hyacinthinus, porém nitidamente menor. A diferença entre as duas espécies reside no tom de cores: a cabeça e o pescoço possuem coloração azul-esverdeados, a barriga possui a cor azul-desbotado, com asas e caudas num tom de azul cobalto. Possuem o anel em volta do olho de cor amarelo claro, com as pálpebras brancas ou levemente azuladas. A diferença mais significativa está na forma da barbela (pele em torno da mandíbula). Em A. hyacinthinus tem a forma de uma fita, quanto que em A. leari possui a forma de nódoa (gota).

Distribuição Geográfica
: encontrada no norte da Bahia, especialmente na Reserva Ecológica do Raso da Catarina e na Reserva Biológica de Canudos. Sua área de distribuição histórica incluía os municípios de: Campo Formoso, Euclides da Cunha, Uauá, Jeremoabo, Canudos, Sento Sé e Paulo Afonso.

Habitat
: na região da caatinga, utilizando áreas de paredões e cânions de rochas sedimentares para dormir e nidificar e alimentando-se nas áreas com palmeiras.Atualmente conhecido e monitorado a população possui dois sítios que utilizam como dormitório e reprodução: os paredões da Estação Ecológica de Canudos (EBC), com 1500 hectares e a Fazenda Serra Branca, em Jeremoabo-BA, ambas reservas particulares.

Alimentação
: Sementes de palmeira licuri (Syagrus coronata), flores de sizal (Agave sp), frutos de pinhão (Jatropha pohliana) e umbu (Spondias tuberosa), baraúna (Schinopsis brasiliensis Engl) e mucunã (Dioclea sp.). Quando a escassez de alimento é grande, as araras se alimentam de milho (Zea mays) plantado pela população local. Em 2006, sob a coordenação do IBAMA, a Parrots International ( www.parrotsinternational.org) e Fundação Lymington começaram um programa de ressarcimento do milho para a população que teve plantação atacada pelas araras-azuis-de-lear.

Status
: Até o ano de 2008 encontrava-se na categoria criticamente ameaçada, sendo incluída no Apêndice I da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES) e na Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (MMA 2003). Após a verificação de que sua população havia alcançado o número de 960 indivíduos, foi considerada como espécie “Em Perigo” de acordo com os critérios do CITES. O principal motivo para o declínio da espécie foi o tráfico ilegal dessas aves para criadouros particulares no Brasil e exterior e a destruição do seu habitat, afetando principalmente as áreas de alimentação.

Conservação e manejo
: Existe um Programa de Conservação da Arara Azul de Lear coordenado pelo Cemave- ICMbio em parceria com várias instituições e um comitê internacional para recuperação da espécie na natureza e em cativeiro. Em Canudos a bióloga Érica Pacífico vem realizando estudos sobre a biologia reprodutiva da espécie com o apoio da Fundação Biodiversitas e o Museu de Zoologia da USP. O Instituto Arara Azul começou a fazer parte deste programa ao firmar convênio como a Fundação Loro Parque, em Tenerife na Espanha (2010-2012), para desenvolver ações voltadas ao envolvimento das comunidades, educação ambiental e de geração de renda. Este projeto é desenvolvido na região de Euclides da Cunha, que representa 51% da área de alimentação da espécie e é coordenado pela pesquisadora associada ao Instituto, Simone Tenório. Para saber mais veja em OUTROS PROJETOS.

Referência
: GUEDES, N.M.R. 2009 Arara-azul-de-lear. Site do Projeto Arara Azul. Instituto Arara Azul. www.projetoararaazul.org.br
Copyright © 2009 - Instituto Arara Azul. Todos os direitos reservados. All rights reserved. Créditos do Portal